Blitzkrieg

Para todos aqueles que adoram a segunda-guerra e suas peculiaridades, vou começar a postar algumas coisinhas sobre ela! Começando com a blitzkrieg, pilar da força alemã durante boa parte da guerra!

Blitzkrieg (termo alemão para guerra-relâmpago) foi uma doutrina militar a nível operacional que consistia em utilizar forças móveis em ataques rápidos e de surpresa, com o intuito de evitar que as forças inimigas tivessem tempo de organizar a defesa. Seus três elementos essenciais eram a o efeito surpresa, a rapidez da manobra e a brutalidade do ataque, e seus objetivos principais a desmoralização do inimigo e a desorganização de suas forças (paralisando seus centros de controle). O arquitecto desta estratégia militar foi o general Erich von Manstein.

Origens
A estratégia da guerra-relâmpago foi aperfeiçoada pelo general alemão Heinz Guderian no final de década de 1930.

O efeito desejado pela guerra-relâmpago só pode ser obtido pela utilização coordenada da infantaria, dos blindados e da aviação, que agem conjuntamente para “perfurar” as linhas inimigas em um ponto de ruptura. Todo “atrito” com as forças inimigas era evitado. Se um foco de resistência era encontrado, era imediatamente cercado, suas comunicações interrompidas (o que dificultava a tomada de decisões e a transmissão de ordens) e o resto das tropas de ataque continuava seu avanço ao interior do campo inimigo o mais rapidamente possível. O foco de resistência era destruído mais tarde, pelas forças de infantaria que seguiam o ataque surpresa.

Foi graças a essa tática ofensiva que a Wehrmacht conseguiu vencer os exércitos aliados durante a primeira parte de Segunda Guerra Mundial, principalmente quando da invasão da Polônia, da Dinamarca, da França (com os Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo), Jugoslávia, Grécia e da União Soviética, e também graças ao seu poderio militar superior e ao despreparo das forças armadas dos países invadidos.

Quer na campanha da Polónia, quer a da França duraram pouco mais de um mês: em ambos os casos, colunas maciças de carros de combate romperam através das estáticas linhas inimigas e avançaram profundamente no coração do território dos oponentes, enquanto a força aérea alemã (Luftwaffe) destruía as linhas de comunicação, o poderio aéreo inimigo, as suas indústrias-chave e outros objectivos militares, abrindo caminho para a invasão terrestre. Os resultados foram avassaladores: a Polónia viu aniquilado o seu exército e perdeu a independência; enquanto para os Aliados, no Oeste, foi a humilhante retirada britânica de Dunquerque e a ocupação da França.

No entanto, essa táctica começou a mostrar seus limites a partir de 1942. Na realidade, a guerra-relâmpago só era aplicável com êxito em teatros de operação reduzidos e de curta duração.

Pós-Segunda Guerra Mundial
Depois da Segunda Guerra Mundial, e particularmente durante o período da Guerra Fria, os comandos militares temiam uma invasão de tipo “blitzkrieg”, quer pelo Pacto de Varsóvia quer por parte da NATO. Em tempos mais próximos, o princípio da “blitzkrieg” foi usado pelas forças aliadas sob o comando do general norte-americano Norman Schwarzkopf para alcançar uma rápida vitória sobre o Iraque de Saddam Hussein em 1991 na Guerra do Golfo, e na Invasão do Iraque de 2003 pelo general Tommy Franks.

O nome
O termo Blitzkrieg foi mencionado pelos jornais ocidentais durante a invasão da Polônia, iniciada em 1 de Setembro de 1939. Apesar de ser empregado em referência a qualquer ataque militar de surpresa, isso não é correto; blitzkrieg é um tipo diferente de manobra bélica usado somente pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

A palavra Blitzkrieg é um germanismo em diversas línguas, entre as quais o inglês, o francês e mesmo o português.

Felipe B.

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Uma resposta para “Blitzkrieg

  1. Blitzkrieg Bop dos Ramones… Como eu não me lembrei? Hey ho, let’s go!

    Gustavo

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