Ética e epistemologia: um resumo

(Epistemologia: 19 de setembro. Etica: 3 de outubro.)
Resumo baseado nas aulas acima e na apostila. Interpretação livre e não necessariamente correta.
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Não relacione ética a Ned Flanders nem a moralistas. Ética não é a mesma coisa que moral.

Ética: área da filosofia que analisa e busca orientar o comportamento humano para promover uma sociedade sempre melhor. Estuda os valores morais sociais.

Moral: termos mentais que regem o comportamento e atribuição de valores dos seres humandos. Depende de culturas e épocas.

Deontologia: códigos formais, geralmente leis escritas, que regem a conduta ética. Lembre-se dos Dez Mandamentos, do Monte Sinai, de Moisés, aliás, conteúdo da última prova de sociologia. Tudo está relacionado, não é mesmo?

Diferentes correntes filósoficas trataram da ética, sempre com base na racionalidade, liberdade e a responsabilidade, essa tripé maravilhoso que assegura que as palavras e ações de um indíviduo sejam aceitas como válidas por todos os membros da sociedade na qual está inserido. O entendimento do que é ética é mutável, como podemos notar; lá na Grécia, século V a.C., para Sócrates, ser ético era saber o que se faz. Conhecer causas e fins de suas próprias ações. No século seguinte vem Aristóteles, todo maroto, desvinculando o raciocínio mítico-religioso do pensamento racionalista. A razão seria, então, o maior valor humano; o ser humano agiria de acordo com suas virtudes, experiências adquiridas ao longo da vida. A realização dessas virtudes é a felicidade, que tem um fim em si, não interessando atingir outros objetivos por meio dela. A ética ajudaria a organizar a vida em sociedade. A vida moral, realmente humana, se dá sempre em sociedade.

A concepção moderna de ética é antropocêntrica. O homem é entendido como ser dotado de razão e vontades. Para Kant, existe o imperativo categórico — a ética, advinda da razão (lembre-se de Aristóteles), universaliza pensamentos e condutas que devem ser aceitos por todos os seres racionais com autonomia, independentes de vontades e casualidades da natureza. Ser independente, nessa concepção, é submeter-se à lei moral, à liberdade.

Ainda são citados, mas são menos importantes: Locke, tratado em post anterior; para ele, que postulou a fundamentação da ética no interesse humano, a moral é apreendida sensitivamente. Voltaire considerou que a universidade deve valer para todos. Rousseau fundamentou a moral considerando ela o próprio conjunto das leis naturais.

Habermas considerou a ética discursiva. Os seres humanos chegariam a um consenso em relação a forma de agir, ação tal disseminada pela linguagem.

Nietzsche (leia-se Níti) refuta Kant e Habermas. A razão não intervém sobre o desejo e as paixões, já que a liberdade é a plena manisfestação dos desejos e vontades.

Lembrar: na vida em sociedade, as relações são pautadas na convivência, no bem comum, para si e para o outro.

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Epistemologia: área da filosofia que estuda o conhecimento das ciências em si. Analisa de forma crítica todas as ciências e como elas se relacionam.

O conhecimento científico é suscetível a descobertas de novas ferramentas ou instrumentos que aprimoram o campo da sua observação e manipulação. Assim, surgem questionamentos acerca do próprio conhecimento. Questionamentos que, por sua vez, dão origem a novas correntes científicas:

Ceticismo: seus fundamentos vêm do século IV a.C., na Grécia. QUESTIONAMENTO — essa é a palavra. O conhecimento pode ser adquirido ou gerado a partir da formulação de questões sobre a respeito dos assuntos que se pretende entender. Ora, se a dúvida é o mecanismo do qual parte e pelo qual se chega ao conhecimento, o estado de questionamento é permanente.

Podemos falar do ceticismo filosófico, visão crítica do conhecimento. Formula visões críticas a respeito das formas de percepção e de conhecimento. Em sua forma racial, pode chegar a apontar que nenhum conhecimento é válido; e do ceticismo científico, postura prática que questiona alegações científicas. Normalmente usa o método científico.

Racionalismo: também provém da Grécia. O raciocínio é apontado como uma operação mental que faz uso da lógica. As idéias são inatas, nascem com o homem, mas só afloram com o uso da razão. Lembre-se de Descartes (leia-se Decarte, porque isso aqui não é baralho).

Empirismo: Opõe-se ao racionalismo. O importante não é verificar conceitos, mas sim produzi-los. Para isso, o principal instrumento é a experimentação. Lembre-se de Galileu, Locke (de novo), David Hume etc.

Falibilismo: Questiona a proposta dos empiristas. Não há certeza absoluta em torno de qualquer forma de conhecido que, entretanto, podem ter validade. A verdade absoluta é inatingível, por isso questiona também os paradigmas científicos. Lembre-se de Popper.

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