Dia Nacional de Combate à Sífilis

O Dia Nacional de Combate à Sífilis foi lançado no dia 17/9 do ano passado e passou a ser comemorado anualmente, no terceiro sábado de outubro. Ou seja: este ano, dia 20/10, amanhã. O evento conta com grande divulgação e estamos fazendo nossa parte. A causa é nobre. Na cidade, foram distribuídos panfletos e imãs de geladeira. Afinal, a sífilis, ao ser entendida como doença sexualmente transmissível, torna-se mais próxima do que imaginamos. O risco de contágio é apenas mais uma razão para o uso do preservativo nas relações, uma vez que a camisinha, além de oferecer proteção contra gravidezes indesejadas e o vírus HIV — provavelmente as principais preocupações dos jovens –, também impede que se contraia uma série de doenças venéreas. Feridas, bolhas e verrugas são incomôdas até no dedinho do pé, então imagine o estrago naquela região.

O texto abaixo foi retirado e adaptado de aids.gov.br:

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela pode ser transmitida por meio de relações sexuais sem preservativos, transfusão de sangue contaminado e da mãe para o bebê, durante a gestação e o parto – conhecida como sífilis congênita. (Mais informações sobre sintomas, duração dos sintomas, diagnóstico e profilaxia aqui).

A sífilis congênita ainda representa um grande desafio à saúde pública no Brasil, em virtude da sua elevada prevalência e de graves conseqüências para o bebê (como a morte ou complicações graves como cegueira, surdez e deficiências físicas e mentais). A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que a doença é eliminada quando existe a ocorrência de menos de um caso para cada 1.000 nascidos vivos. No Brasil, a taxa atualmente é de 1,6. A meta do Ministério da Saúde é eliminar a sífilis congênita até dezembro de 2007.

A sífilis é quatro vezes mais freqüente nas gestantes do que a infecção pelo HIV. Estima-se que, a cada ano, 48 mil gestantes estejam infectadas pela doença no País. Desse total, aproximadamente 12 mil crianças adquirem sífilis congênita. A sífilis tem cura se o tratamento for feito tanto na gestante como emseu parceiro de forma adequada, interrompendo-se assim o ciclo da doença entre os parceiros e evitando a transmissão para o bebê.

O exame é um direito da mulher durante o pré-natal e no parto, assegurado pelas portarias 569/00 e 766/04, porém a maioria das mulheres desconhece esse direito. Em janeiro deste ano, a Portaria 156/06 normatizou a utilização da penicilina – utilizada no tratamento da doença – na Atenção Básica (Sistema Único de Saúde – SUS).

Gustavo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s