Entrevistando Lampião

Subimos uma escadaria de pedra até o sótão. Aí notamos, seguramente, uns quarenta homens de Lampião, uns descansando em redes, outros conversando em grupos; todos, porém, aptos à luta imediata: rifle, cartucheiras, punhais e balas…

– Desejamos um autógrafo seu, Lampião.
– Pois não.

Sentado próximo de uma mesa, o bandido pegou da pena e estacou, embaraçado.

– Que qui escrevo?
– Eu vou ditar.

E Lampião escreveu com mãos firmes, caligrafia regular.

“Juazeiro, 6 de março de 1926
Para… e o Coronel…
Lembrança de EU.
Virgulino Ferreira da Silva.
Vulgo Lampião”.

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