Da apostila de filosofia para a prova de sociologia. Créditos ao professor Raul Zermiani.
Dialética do Esclarecimento (Theodor Adorono e Horkheimer)
Crítica da razão instrumental conceituada pelo próprio Horkheimer a partir de argumentos que partem de uma interpretação negativa do Iluminismo, de uma civilização técnica e da lógica cultural do sistema capitalista (que Adorno chama de Indústria Cultural — indústria que transforma a cultura em mercadoria produzida em série; cultura essa consumida acritamente; a cultura de massas). Também uma crítica à sociedade de mercado que não persegue outro fim que não o do progresso técnico. A atual civilização não representa mais que um domínio racional sobre a natureza, que implica paralelamente um domínio irracional do homem por ele mesmo. Segundo os autores, para contornar o caminho da razão instrumental, transformada em ideologia, seria necessário o desenvolvimento de um novo tipo de racionalidade: a razão crítica. A razão crítica, por sua vez, seria fundada a partir da orientação do raciocínio em torno da reflexão continuada e proposital de conflitos sociais e políticos.
A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica (Walter Benjamim)
Benjamim discute nessa obra (que na verdade é um artigo) as novas potencialidades artísticas — especialmente em termos políticos — decorrentes da reprodutibilidade técnica. Em épocas anteriores, a experiência da obra de arte era condicionada pela sua “aura”, isto é, pela distância e reverência que cada obra de arte, na medida em que é única, impõe ao observador. O aparecimento e desenvolvimento de novas formas de arte (começando pela fotografia) que deixam de fazer sentido a distinção entre original e cópia traduz-se no fim dessa “aura”. A arte estaria livre para novas possibilidades, tornando o seu acesso mais democrático ao mesmo tempo que está mesma arte estaria sendo banalizada.





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