Terceirão! (2007)

Prova de sociologia

7 Novembro · 2 Comentários

Alguns dos temas já tratados no blog:

Islamismo, em 27/9;
Indústria Cultural, em 30/10, com um adendo hoje.

بالتوفيق! *

* boa sorte!

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Prova Brasil

7 Novembro · 1 Comentário

Avalie você mesmo nosso colégio! Não tenho certeza de quem responde isto oficialmente. Provavelmente é aquela senhora simpática que aplicou a prova hoje pela manhã. Para baixar o questionário, clique aqui.

Existem ainda o questionário do diretor e o questionário do professor. E muito mais aqui.

Abaixo, uma questão sem gabarito retirada de uma das provas sobre polinômios, conteúdo das três aulas do professor Natal (a maioria dos alunos assistiu a apenas uma):

Decompondo o polinômio P(x) = 5x² + 5x – 30 em fatores do 1º grau, obtém-se
(A) 5( x – 5) ( x – 3 )
(B) 5( x – 2) ( x + 3 )
(C) 5( x + 2 ) ( x – 3 )
(D) 5( x – 2 ) ( x – 3 )
(E) 5( x + 5) ( x + 3 )

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Terra em Transe, de Glauber Rocha

7 Novembro · Deixe um comentário

terraemtranse.jpg

Filme de 1967, dirigido por Glauber Rocha. Já citado em diversas ocasiões pelo professor Zé por fazer parte do dito Cinema Novo.

Sinopse: Na fictícia República d’Eldorado, Paulo Martins é um jornalista e poeta que tenta mudar a situação de miséria e injustiça que assola o país ao planejar a ascensão ao governo da cidade de Alecrim de um canditato supostamente oposicionista chamado Filipe Vieira, o qual concorrerá posteriormente à presidência da República com o Senador Porfírio Dias, tecnocrata que apoiou a candidatura do atual Presidente, Fernandes. Entrementes, Martins busca o apoio do maior empresário do país para deter o avanço de uma multinacional estrangeira sobre o capital nacional. Inicialmente, tudo vai bem, porém problemas sociais e a corrupção arruinarão suas intenções. Tudo isso em meio a um triângulo amoroso entre Martins, a ativista Sara e a meretriz Sílvia. As semelhanças com a ditadura militar do Brasil, naturalmente, são intencionais.

Para baixar, clique aqui (só abre em Internet Explorer).

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Denúncia de Requião sobre venda da Amazônia vira mais uma gafe

7 Novembro · Deixe um comentário

Karlos Kohlbach da Gazeta do Povo

O governador Roberto Requião (PMDB) caiu numa “pegadinha” durante a Escola de Governo desta terça-feira (6/11). Requião iniciou a reunião com os secretários de governo exibindo um vídeo com uma suposta propaganda da empresa multinacional Arkhos Biotech propondo a compra de terras na Amazônia. Depois do vídeo, o governador disse à platéia que o vídeo está sendo apresentado pela “Rede Globo no México” e fez duras críticas ao “comercial”.

O que Requião não sabia é que a propaganda não é real. Trata-se de um jogo que mistura entretenimento e marketing lançado por uma marca de refrigerante, a Guaraná Antártica. Na propaganda fictícia, um locutor, mesclando imagens da floresta, afirma que a única forma de preservar a mata é privatizando-a, uma vez que ela seria patrimônio de todo o mundo, e não somente do Brasil.

Este tipo de ferramenta publicitária, chamada de “Alternate Reality Games” (args), está sendo muito usada em campanhas por grandes companhias em todo o mundo.

Se não bastasse a gafe, Requião foi além. Determinou que a Televisão Paraná Educativa entrevistasse ambientalistas para comentar o assunto. Ele ainda sugeriu que a televisão estatal veiculasse o comercial de “venda da Amazônia” juntamente com os comentários dos ecologistas.

Outras gafes
A mesma gafe foi cometida pelo senador Arthur Virgílio, do PSDB do Amazonas, há sete meses. Virgílio subiu na tribuna do Senado para “denunciar” a tentativa de “privatizar a Amazônia”. O tucano, à época, chegou a propor um convite à empresa fictícia – Arkhos Biotech – para uma reunião na Subcomissão da Amazônia no Senado.

Além desta, Requião coleciona outra gafe. Em fevereiro de 2006, o governador do Paraná esteve em Brasília para uma audiência com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Após o encontro, Lula e Requião posaram para fotos. Num determinado momento, o presidente mostrou à Requião sementes de mamona. O governador então pegou e as colocou na boca. “Isso é mamona, pô”, alertou Lula. “É bom”, respondeu o governador. “Você sabe que isso tem uma toxina que não pode comer?”, retrucou o presidente. Imediatamente Requião cuspiu a mamona.

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Duas obras

7 Novembro · Deixe um comentário

Da apostila de filosofia para a prova de sociologia. Créditos ao professor Raul Zermiani.

Dialética do Esclarecimento (Theodor Adorono e Horkheimer)
Crítica da razão instrumental conceituada pelo próprio Horkheimer a partir de argumentos que partem de uma interpretação negativa do Iluminismo, de uma civilização técnica e da lógica cultural do sistema capitalista (que Adorno chama de Indústria Cultural — indústria que transforma a cultura em mercadoria produzida em série; cultura essa consumida acritamente; a cultura de massas). Também uma crítica à sociedade de mercado que não persegue outro fim que não o do progresso técnico. A atual civilização não representa mais que um domínio racional sobre a natureza, que implica paralelamente um domínio irracional do homem por ele mesmo. Segundo os autores, para contornar o caminho da razão instrumental, transformada em ideologia, seria necessário o desenvolvimento de um novo tipo de racionalidade: a razão crítica. A razão crítica, por sua vez, seria fundada a partir da orientação do raciocínio em torno da reflexão continuada e proposital de conflitos sociais e políticos.

A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica (Walter Benjamim)
Benjamim discute nessa obra (que na verdade é um artigo) as novas potencialidades artísticas — especialmente em termos políticos — decorrentes da reprodutibilidade técnica. Em épocas anteriores, a experiência da obra de arte era condicionada pela sua “aura”, isto é, pela distância e reverência que cada obra de arte, na medida em que é única, impõe ao observador. O aparecimento e desenvolvimento de novas formas de arte (começando pela fotografia) que deixam de fazer sentido a distinção entre original e cópia traduz-se no fim dessa “aura”. A arte estaria livre para novas possibilidades, tornando o seu acesso mais democrático ao mesmo tempo que está mesma arte estaria sendo banalizada.

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Blitzkrieg

7 Novembro · 1 Comentário

Para todos aqueles que adoram a segunda-guerra e suas peculiaridades, vou começar a postar algumas coisinhas sobre ela! Começando com a blitzkrieg, pilar da força alemã durante boa parte da guerra!

Blitzkrieg (termo alemão para guerra-relâmpago) foi uma doutrina militar a nível operacional que consistia em utilizar forças móveis em ataques rápidos e de surpresa, com o intuito de evitar que as forças inimigas tivessem tempo de organizar a defesa. Seus três elementos essenciais eram a o efeito surpresa, a rapidez da manobra e a brutalidade do ataque, e seus objetivos principais a desmoralização do inimigo e a desorganização de suas forças (paralisando seus centros de controle). O arquitecto desta estratégia militar foi o general Erich von Manstein.

Origens
A estratégia da guerra-relâmpago foi aperfeiçoada pelo general alemão Heinz Guderian no final de década de 1930.

O efeito desejado pela guerra-relâmpago só pode ser obtido pela utilização coordenada da infantaria, dos blindados e da aviação, que agem conjuntamente para “perfurar” as linhas inimigas em um ponto de ruptura. Todo “atrito” com as forças inimigas era evitado. Se um foco de resistência era encontrado, era imediatamente cercado, suas comunicações interrompidas (o que dificultava a tomada de decisões e a transmissão de ordens) e o resto das tropas de ataque continuava seu avanço ao interior do campo inimigo o mais rapidamente possível. O foco de resistência era destruído mais tarde, pelas forças de infantaria que seguiam o ataque surpresa.

Foi graças a essa tática ofensiva que a Wehrmacht conseguiu vencer os exércitos aliados durante a primeira parte de Segunda Guerra Mundial, principalmente quando da invasão da Polônia, da Dinamarca, da França (com os Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo), Jugoslávia, Grécia e da União Soviética, e também graças ao seu poderio militar superior e ao despreparo das forças armadas dos países invadidos.

Quer na campanha da Polónia, quer a da França duraram pouco mais de um mês: em ambos os casos, colunas maciças de carros de combate romperam através das estáticas linhas inimigas e avançaram profundamente no coração do território dos oponentes, enquanto a força aérea alemã (Luftwaffe) destruía as linhas de comunicação, o poderio aéreo inimigo, as suas indústrias-chave e outros objectivos militares, abrindo caminho para a invasão terrestre. Os resultados foram avassaladores: a Polónia viu aniquilado o seu exército e perdeu a independência; enquanto para os Aliados, no Oeste, foi a humilhante retirada britânica de Dunquerque e a ocupação da França.

No entanto, essa táctica começou a mostrar seus limites a partir de 1942. Na realidade, a guerra-relâmpago só era aplicável com êxito em teatros de operação reduzidos e de curta duração.

Pós-Segunda Guerra Mundial
Depois da Segunda Guerra Mundial, e particularmente durante o período da Guerra Fria, os comandos militares temiam uma invasão de tipo “blitzkrieg”, quer pelo Pacto de Varsóvia quer por parte da NATO. Em tempos mais próximos, o princípio da “blitzkrieg” foi usado pelas forças aliadas sob o comando do general norte-americano Norman Schwarzkopf para alcançar uma rápida vitória sobre o Iraque de Saddam Hussein em 1991 na Guerra do Golfo, e na Invasão do Iraque de 2003 pelo general Tommy Franks.

O nome
O termo Blitzkrieg foi mencionado pelos jornais ocidentais durante a invasão da Polônia, iniciada em 1 de Setembro de 1939. Apesar de ser empregado em referência a qualquer ataque militar de surpresa, isso não é correto; blitzkrieg é um tipo diferente de manobra bélica usado somente pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

A palavra Blitzkrieg é um germanismo em diversas línguas, entre as quais o inglês, o francês e mesmo o português.

Felipe B.

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