Terceirão! (2007)

Curso noturno facilita prática

30 Outubro · Deixe um comentário

JOHANNA NUBLAT
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Muitas vezes deixados de lado por quem presta vestibular, os cursos noturnos têm pontos positivos que devem ser levados em consideração pelos candidatos nos processos seletivos.

Na opinião de professores e de alunos ouvidos pela Folha, a opção pela noite abre espaço para colocar o aprendizado em prática durante o dia, o que torna os futuros profissionais mais competitivos no mercado.

A opção de trabalhar é muitas vezes menos pela necessidade financeira e mais pelo desejo de complementar a formação com a prática ainda durante a faculdade.

Mudar
Até quem escolhe estudar durante o dia acaba se rendendo às virtudes do período noturno, principalmente nos anos finais da graduação, quando os alunos já estão com o olhar mais voltado para o mercado de trabalho.

É assim na faculdade de química da USP (Universidade de São Paulo), segundo a professora Elfriede Bacchi, presidente da comissão de graduação da faculdade.

“Quase todos os alunos do diurno pedem para mudar o horário das disciplinas para a noite. Eles alegam que os alunos do noturno saem mais bem preparados para o campo de trabalho”, diz Bacchi.

Para a professora, é impensável não praticar os conteúdos aprendidos durante os anos do curso. “Não existe a possibilidade de um aluno sair sem experiência da faculdade. Às vezes, eles até trancam a matrícula durante um semestre para fazer estágio”, diz.

Thiago Guimarães, 22, e Flávio Borges, 20, estão entre os 4.113 alunos da UnB (Universidade de Brasília) matriculados em cursos noturnos. Os dois estão no segundo ano da faculdade de administração e preferiram estudar à noite para reservar tempo para o trabalho.

Eles dizem que também existem outros motivos, como nota de corte do vestibular um pouco mais baixa e oferta de habilitações diferentes nos dois períodos. “O pessoal da manhã fica mais tempo na UnB e dificilmente trabalha”, conta Thiago, que trabalhava no início do curso, mas acabou largando o emprego para se concentrar nos estudos. “Para mim, o trabalho prejudicou um pouco os estudos, mas tem gente que consegue levar os dois bem.”

Se o dia é reservado para a prática do que é aprendido à noite, realmente pode faltar tempo para o estudo. O jeito é aproveitar ao máximo as aulas. “Como você não tem muito tempo para estudar, acaba prestando mais atenção à aula. É o jeito que tem para pegar a matéria”, diz Flávio.

A maior participação na aula dos cursos noturnos é mais um ponto positivo apontado por quem está na outra ponta da sala de aula.

“Os professores dizem que o aluno compensa o menor tempo de estudo como a maior participação na sala de aula, que o aluno aprende a racionalizar o tempo”, conta a vice-reitora acadêmica da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, Bader Sawaia.

Muitas vezes, mesmo participando mais das aulas, os alunos do noturno não conseguem participar de atividades complementares, como pesquisa.

Thiago Trajano, do quarto ano de economia na PUC-SP, diz que o cansaço atrapalha, sim, e que falta tempo para leituras mais aprofundadas.

“Além do que, meu tempo de estudo ainda compete com várias outras atividades que tenho todos os dias.”

(http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u341009.shtml)

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Questões adoráveis que amamos (4)

30 Outubro · Deixe um comentário

Essa questão, da 1ª fase da Fuvest (2006), mostrou-se muito simpática por desmembrar a Lei de Hess daquela parte chata que envolvia matemática. Aqui, o exercício termina no mesmo ponto que a química. Nada de “agora é só matemática básica” (o que, seguramente, é o que faz com que metade dos alunos errem os exercícios).

quimica_fuvest_leidehess.gif

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A quem possa interessar

30 Outubro · Deixe um comentário

Imperativo afirmativo do verbo transcender, do latim transcendere, que significa passar além ou para cima do normal, do natural; exceder; atingir um alto grau de superioridade; distinguir-se; ser transcendente; segundo o priberam.pt.

transcende (tu)
transcenda (ele)
transcendamos (nós)
transcendei (vós)
transcendam (eles)

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Indústria Cultural

30 Outubro · Deixe um comentário

Um dos temas da última aula do professor Beto Mansur (25/10). É conteúdo para a próxima avaliação e, desnecessário dizer, para o vestibular. O texto a seguir é da aula de 2 de julho:

Indústria cultural
As reflexões sobre as influências da Indústria Cultural na atualidade têm permeado as discussões entre os pesquisadores que procuram compreender a mudança de valores e de práticas socioculturais entre os individuos, em grande parte promovida pela mídia. Esta mudança de valores também vem ocorrendo nas Artes.

Com relação à música, usando categorias marxistas, destaca que é a mudança se dá quanto ao valor de troca e não quanto ao de uso, ou seja, trata-se de um significado de exploração pela Indústria Cultural. Exploração esta que perpassa as “ondas” de violência física, mental e social e que repercutem nas atitudes dos que se deixam iludir pelo apelo de felicidade veiculado pelos meios de comunicação em massa.


“O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade é que não passam de um negócio, sendo utilizado como veículos ideológicos destinados a legitimar o lixo que propositadamente produzem. Eles definem a si mesmos como indústrias e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos”.

Esta “necessidade social” destacada pelo ponto de vista capitalista seria a busca de uma “identidade coletiva”, pela qual o indivíduo precisa consumir os produtos da Indústria Cultural para se sentir parte de um todo. Porém, um todo ilusório, porque esta busca do coletivo, do “sentir-se igual”, acaba por reforçar a marginalidade cultural a que está destinada à maioria da população já marginalizada economicamente.

Quando a Indústria Cultural privilegia um produto pseudo-artístico padronizado, calculado tecnicamente para surtir efeitos determinados de modo a serem por todos desejados e repetidos, na forma e na medida adequados a garantir o poder e o lucro do sistema dominante, gera uma necessidade compulsiva generalizada que afasta o “não-idêntico” como exótico, indesejado, incômodo ou doente.

Tal repetição vem camuflada com outros produtos que, não obstante a variação aparente, repete os mesmos modelos, esquemas ou características impostas, tendendo a manter o público sob controle, cada vez mais massificado, inconsciente e compulsivamente preso à corrente de produção.

Como conseqüência dessa massificação, podemos considerar que o fato de se ter acesso somente à cultura de massa acaba por não permitir ao indivíduo a aquisição do conhecimento de outros aspectos culturais que expressam a cultura do povo, seus valores e suas lutas.
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No plantão de véspera (5 de julho), esse mesmo tema foi trabalhado:

Indústria cultural é o nome genérico que se dá ao conjunto de empresas e instituições cuja principal atividade econômica é a produção de cultura, com fins lucrativos e mercantis. No sistema de produção cultural encaixam-se a TV, o rádio, jornais, revistas, entretenimento em geral; que são elaborados de forma a aumentar o consumo, modificar hábitos, educar, informar, podendo pretender ainda, em alguns casos, ter a capacidade de atingir a sociedade como um todo.

A expressão “indústria cultural” foi utilizada pela primeira vez pelos teóricos da Escola de Frankfurt Theodor Adorno e Max Horkheimer no livro Dialética do Esclarecimento (Dialektik der Aufklãrung, no original, Dialética do Iluminismo, em Portugal, e Dialectic of Enlightenment, em inglês). Nessa obra, Adorno e Horkheimer discorrem sobre a reificação da cultura por meio de processos industriais.

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E no último vestibular da UEM (8 de julho)…

De acordo com o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, a expressão “indústria cultural” refere-se ao “complexo de produção de bens culturais, disseminados através dos meios de comunicação de massa, que impõe formas universalizantes de comportamento e consumo; comunicação de massa que funciona como sistema mercantil e industrial” (Curitiba: Ed. Positivo, 2004, p. 1098).

Levando-se em consideração essa definição bastante abrangente, pode-se concluir que
A) a “indústria cultural” antecede a sociedade moderna, já que, na Idade Média, a Igreja Católica impunha a todos uma forma universalizante de comportamento, a moral cristã, e impedia o consumo de bens espirituais que não correspondessem a seus preceitos.
B) existe uma profunda relação entre a expansão dos meios de comunicação de massa e o desenvolvimento da “indústria cultural”, o que explica a importância, já atestada nas Civilizações Antigas, da propaganda impressa utilizada pelos artistas e artesãos para divulgar seus produtos.
C) a “indústria cultural” está relacionada ao desenvolvimento da sociedade capitalista contemporânea, na qual todos os bens, inclusive os culturais, como as reproduções das obras de arte, tendem a ser transformados em mercadorias para o consumo do maior número possível de compradores.
D) os meios de comunicação de massa, sendo muito mais antigos que a sociedade capitalista, não estão completamente influenciados por ela; por isso, não podem ser considerados uma parte integrante da “indústria cultural”.
E) a “indústria cultural” surgiu na Europa Ocidental, na época da transição do sistema artesanal, característico da sociedade feudal, para o sistema manufatureiro capitalista, processo que ocorreu inicialmente no setor de comunicação de massa.

Gabarito: C

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O nome “Massa FM”, depois disso tudo, passa a soar irônico…

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Jogo dos erros!

30 Outubro · Deixe um comentário

Atenção, nós deixamos alguns erros de propósito em alguns posts. Quem encontrar deverá criar um comentário dizendo que encontrou o erro. Quem encontrar primeiro ganha!

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John Locke

30 Outubro · 8 Comentários

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John Locke (1632-1704),filósofo inglês, precursor do Iluminismo. Estudou medicina, ciências naturais e filosofia em Oxford, principalmente as obras de Bacon e Descartes. Participou da Revolução Inglesa, em 1688. Passa vários anos na França e na Holanda. Voltou à Inglaterra quando Guilherme de Orange subiu ao trono. Representante do individualismo liberal, em sua principal obra, Ensaio sobre o entendimento humano, de 1690, propõe que a experiência é a fonte do conhecimento, que depois se desenvolve por esforço da razão. Ele é considerado o representante principal do empirismo naquele país, e ideólogo do liberalismo.

John Locke (Wringtown, 29 de Agosto de 1632 – Harlow, 28 de Outubro de 1704) foi um filósofo do predecessor Iluminismo tinha como noção de governo o consentimento dos governados diante da autoridade constituída, e, o respeito ao direito natural do homem, de vida, liberdade e propriedade. Influencia, portanto,nas modernas revoluções liberais: Revolução Inglesa, Revolução Americana e na fase inicial da Revolução Francesa, oferecendo-lhes uma justificação da revolução e a forma de um novo governo. Para fins didáticos, Locke costuma ser classificado entre os “Empiristas Britânicos”, junto com David Hume e George Berkeley, principalmente por sua obra relativa à questões epistemológicas. Em ciência política, costuma ser enquadrado na escola do direito natural ou jusnaturalismo.

John Locke fugiu para Holanda, onde conheceu Fele de Barbosa, um grande capitalista que tinha muita influência sobre as indústrias de tabaco, onde testava todos os cigarros novos. Fele de Barbosa também foi um filósofo muito influente na política.

Em política, sua obra mais influente foi o tratado de duas partes, “Sobre o governo civil “. A primeira parte descreve a condição corrente do governo civil, enquanto que a segunda parte descreve sua justificação para o governo e seus ideais para as suas operações. Ele advogava que todos os homens são iguais e que a cada deverá ser permitido agir livremente desde que não prejudique nenhum outro. Com este fundamento, ele continuou, fazendo a justificação clássica da propriedade privada ao declarar que o mundo natural é a propriedade comum de todos os homens, mas que qualquer indivíduo pode apropriar-se de uma parte dele ao misturar o seu trabalho com os recursos naturais.

Este tratado também introduziu o “proviso de Locke”, no qual Locke afirmava que o direito de tomar bens da área pública é limitado pela consideração de que “ainda havia suficientes, e tão bons; e mais dos ainda não fornecidos podem servir”, por outras palavras, que o indivíduo não pode simplesmente tomar aquilo que pretende, também tem de tomar em consideração o bem comum.

Locke é considerado o protagonista do empirismo, a teoria normalmente chamada da “Tabula rasa” (ardósia em branco). Esta teoria afirma que todas as pessoas começam por não saber absolutamente nada e que aprendem pela experiência, pela tentativa e erro. Esta é considerada a fundação do “behaviorismo”.

Para Bernard Cottret, biógrafo de João Calvino, a braços com a história trágica da brutal repressão aos protestantes em França no século XVI, e a própria intolerância e zelo religioso radical de João Calvino em Genebra, o nome de John Locke está intimamente associado à tolerância. Uma tolerância que os franceses aprendem a valorizar apenas na década de 80 do século XVII, quase às portas do Iluminismo. Como Voltaire afirmou, a tolerância é para os franceses um artigo de importação. Bernard Cottret afirma: “a tolerância é o produto de um espaço geográfico específico, nomeadamente o noroeste da Europa. Ou seja: a Inglaterra e a Holanda. E ela é no final em especial a obra de um homem – John Locke – a quem o século XVII dedica um culto permanente”.

Obras: As suas obras filosóficas mais notáveis são: o Tratado do Governo Civil (1689); o Ensaio sobre o Intelecto Humano (1690); os Pensamentos sobre a Educação (1693). As fontes principais do pensamento de Locke são: o nominalismo escolástico, cujo centro famoso era Oxford; o empirismo inglês da época; o racionalismo cartesiano e a filosofia de Malebranche.

Magistrado Civil

É dever do magistrado civil, determinando imparcialmente leis uniformes, preservar a assegurar para o povo em geral e para cada súdito em particular a posse justa dessas coisas que pertencem a esta vida. Se alguém pretende violar tais leis, opondo-se á justiça e ao direito, tal pretensão deve ser reprimida pelo medo do castigo, que consiste na privação ou diminuição dos bens civis que de outro modo podia e devia usufruir. Mas vendo que ninguém se permite voluntariamente ser despojado de qualquer parte de seus bens, muito menos a sua liberdade ou de sua vida, o magistrado reveste-se de força, ou seja, com toda a força de seus súditos, a fim de punir os que infringiram quaisquer direitos de outros homens.

Mas que toda jurisdição do magistrado diz respeito somente a esses bens civis, que todo o direito e o domínio do poder civil se limita unicamente a fiscalizar e melhorar esses bens civis, e que não deve e não pode ser de modo alguns estendido à salvação das almas, será provado pelas seguintes considerações.

Jardim do Éden

Ali colocou o homem que formara. Então o Senhor fez nascer do solo todo tipo de árvores agradáveis aos olhos e boas para alimento. E no meio do jardim estavam a árvore da vida e a árvore de conhecimento do bem e do mal.

A Lei que devia governar Adão era a mesma que tinha de governa-lhe toda a posteridade: a lei da razão. Tal se aplica a todas as leis sob as quais um homem vive, sejam naturais ou civis. Está um homem sob a lei da natureza? O que o liberta dessa lei? A própria liberdade.

Mas se, em virtude de defeitos que podem ocorrer no curso ordinário da natureza, uma pessoa qualquer não atinge o grau da razão. O que importa simplesmente no dever que Deus e a natureza impuseram ao homem é preservar a honra e a dignidade.

Defesa da escravidão

Locke é considerado “o último grande filósofo que procura justificar a escravidão absoluta e perpétua”. Ao mesmo tempo que dizia que todos os homens são iguais, Locke defendia a escravidão negra, pois, aparentemente, ele só considerava como humanos os homens livres. Locke contribuiu para a formalização jurídica da escravidão na Província da Carolina, cuja norma constitucional dizia:

[...] todo homem livre da Carolina deve ter absoluto poder e autoridade sobre os seus escravos negros seja qual for sua opinião e religião.

Ele também investiu no tráfico de escravos negros

fonte: Wikipédia

Felipe B.

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