Terceirão! (2007)

Excelentíssimo Senhor Presidente da República Jânio da Silva Quadros

19 Outubro · 2 Comentários

janio.jpg

Alguns pontos e curiosidades sobre o presidente mais excêntrico que eu este pais já teve: minha avó votou nele; foi seu primeiro voto e ela se lamenta até hoje na mesa do almoço. Em contrapartida, ela é bem nostálgica em relação à ditatura militar. Jânio teve uma carreira política astronômica — e invejável. Em treze anos, exerceu os cargos de vereador (1947), deputado estadual (1950), prefeito ( em 1953; abandonou o cargo e assumiu o vice José Porfírio da Paz, autor do hino do São Paulo Futebol Clube), governador (1954), deputado federal (1958) até chegar à presidência da República. Foi o primeiro presidente empossado em Brasília, a nova capital nacional. Depois do período de reclusão durante o governo militar, Jânio foi eleito novamente prefeito de São Paulo em 1985, cidade onde viria a falecer em 1992, aos 75 anos.

janiodiscurso.jpg

Jânio Quadros lançou imediatamente um rigoroso programa antiinflacionário. Em março de 1961, anunciou uma reforma do sistema cambial, simplificando as múltiplas taxas e desvalorizando o cruzeiro 100%. Isso provocou uma drástica redução nos subsídios para importações essenciais, tais como o trigo e a gasolina, tendo dobrado o preço do pão a varejo e aumentado as tarifas de ônibus e de outros transportes. Essas reformas, embora impopulares, obtiveram a aprovação do FMI, dando a Quadros a possibilidade de renegociar as dívidas externas.

De maio a junho, o governo obteve sucesso nas negociações com os credores estrangeiros. Os esforços internos de estabilização repercutiam bem no exterior.

Internamente, despontaram, entretanto, as inevitáveis reclamações de empresários, trabalhadores e consumidores que, embora em princípio não desaprovassem a estabilização, consideravam que os sacrifícios que lhes eram impostos não se justificavam.

Gradativamente, Quadros começou a duvidar da validade do rigoroso programa antiinflacionário que ele próprio sugerira.

Criou os Ministérios da Indústria e Comércio e das Minas e Energia. Jânio nomeou uma comissão para definir a limitação da remessa de lucros para o exterior; instaurou inquéritos para apurar denúncias de corrupção administrativa e exigiu drásticas medidas antiinflacionárias. Em sua política externa (abertura comercial e diplomática), chegou a homenagear Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração nacional, o que acabou provocando forte reação contra ele. Carlos Lacerda, governador da Guanabara, denunciou um golpe janista. A própria opinião pública que o apoiava começou a reagir contra algumas de suas medidas (proibição do uso de biquíni em concursos de beleza, proibição da chamada “briga de galo”, regulamentação das corridas nos jóqueis clubes, proibição do lança-perfume em bailes de Carnaval etc — algumas que, por mais ridicularizadas que foram, não foram revogadas).

janioche2.jpg

Jânio condecora Che em Brasília (19/8/1961, apenas seis dias antes de renunciar)

Crise sucessória
O controverso político, que chegou à Presidência da República com a maior votação que um homem público jamais havia alcançado no Brasil até então, surpreendeu toda a nação, no dia 25 de agosto de 1961, após quase sete meses de governo, com a renúncia ao cargo de presidente. Esse gesto nunca foi totalmente esclarecido. Na ausência do vice-presidente, João Goulart, que se encontrava visitando a República Popular da China, assumiu o posto o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli.

Estava deflagrado o processo que resultaria no Movimento Revolucionário de março de 1964.

Verificou-se uma radicalização acentuada dos partidos políticos de direita e de esquerda, relativa à orientação dada aos assuntos econômicos e políticos, nas relações interna e externa.

Os ministros militares julgaram inconveniente à Segurança Nacional o regresso do vicepresidente, acusado de comprometimento com os comunistas. Em oposição, levantou-se o governador Leonel Brizola, defendendo a “Legalidade”.

Com a evolução da crise política e a radicalização dos grupos antagônicos, o país viu-se diante da possibilidade de uma guerra civil. Ante essa grave situação interna, o Congresso aprovou a Emenda Constitucional n-º 4 à Carta de 1946, que instaurava o regime parlamentarista no Brasil.

Com ajuda da revisão online do Objetivo

Categorias: Sem-categoria
Etiquetado: , , ,

Trópico de Capricórnio

19 Outubro · 2 Comentários

Como dito em post anterior. A prova do Google Earth (clique para ampliar), com o Water Park, a av. Nildo Ribeiro da Rocha e o ilustre condomínio Silvio Barros:

tropico.jpg

Curiosidade: o Trópico de Capricórnio corta os seguintes países, na seguinte ordem: Chile, Argentina, Paraguai, Brasil (na América do Sul), Namíbia, Botsuana, África do Sul, Moçambique, Madagascar (na África) e Austrália (na Oceania).

* * *

laerte.jpg

Categorias: Sem-categoria
Etiquetado: , ,

Dia Nacional de Combate à Sífilis

19 Outubro · Deixe um comentário

O Dia Nacional de Combate à Sífilis foi lançado no dia 17/9 do ano passado e passou a ser comemorado anualmente, no terceiro sábado de outubro. Ou seja: este ano, dia 20/10, amanhã. O evento conta com grande divulgação e estamos fazendo nossa parte. A causa é nobre. Na cidade, foram distribuídos panfletos e imãs de geladeira. Afinal, a sífilis, ao ser entendida como doença sexualmente transmissível, torna-se mais próxima do que imaginamos. O risco de contágio é apenas mais uma razão para o uso do preservativo nas relações, uma vez que a camisinha, além de oferecer proteção contra gravidezes indesejadas e o vírus HIV — provavelmente as principais preocupações dos jovens –, também impede que se contraia uma série de doenças venéreas. Feridas, bolhas e verrugas são incomôdas até no dedinho do pé, então imagine o estrago naquela região.

O texto abaixo foi retirado e adaptado de aids.gov.br:

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela pode ser transmitida por meio de relações sexuais sem preservativos, transfusão de sangue contaminado e da mãe para o bebê, durante a gestação e o parto – conhecida como sífilis congênita. (Mais informações sobre sintomas, duração dos sintomas, diagnóstico e profilaxia aqui).

A sífilis congênita ainda representa um grande desafio à saúde pública no Brasil, em virtude da sua elevada prevalência e de graves conseqüências para o bebê (como a morte ou complicações graves como cegueira, surdez e deficiências físicas e mentais). A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que a doença é eliminada quando existe a ocorrência de menos de um caso para cada 1.000 nascidos vivos. No Brasil, a taxa atualmente é de 1,6. A meta do Ministério da Saúde é eliminar a sífilis congênita até dezembro de 2007.

A sífilis é quatro vezes mais freqüente nas gestantes do que a infecção pelo HIV. Estima-se que, a cada ano, 48 mil gestantes estejam infectadas pela doença no País. Desse total, aproximadamente 12 mil crianças adquirem sífilis congênita. A sífilis tem cura se o tratamento for feito tanto na gestante como emseu parceiro de forma adequada, interrompendo-se assim o ciclo da doença entre os parceiros e evitando a transmissão para o bebê.

O exame é um direito da mulher durante o pré-natal e no parto, assegurado pelas portarias 569/00 e 766/04, porém a maioria das mulheres desconhece esse direito. Em janeiro deste ano, a Portaria 156/06 normatizou a utilização da penicilina – utilizada no tratamento da doença – na Atenção Básica (Sistema Único de Saúde – SUS).

Gustavo

Categorias: Sem-categoria
Etiquetado: , , , ,