Terceirão! (2007)

Questões adoráveis que amamos (1)

4 Outubro · Deixe um comentário

Do último vestibular da Fapone:

Em uma família, pai e mãe são normais, mas os três primeiros filhos apresentam uma doença relacionada à atrofia das pernas. O quarto filho, normal e estéril, é casado com uma moça normal que não conheceu seus pais. Qual a chance de o casal ter filhos com a referida doença?

Gabarito:  Não há chance alguma, já que o quarto filho é estéril, não pode ter filhos. Veja só como a leitura do enunciado é fundamental em uma prova de vestibular.

Mas se ele não fosse estéril, a chance de ter filhos afetados seria de 1/12.

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Evolução resumida do modelo atômico

4 Outubro · 15 Comentários

Demócrito de Abdera e Leucipo de Mileto: teoria atomista (circa 400 a.C.)
Sem comprovação científica. A teoria diz que a matéria é composta por elementos indivisíveis chamados átomos (em grego: “a” = negação, “tomo” = divisível; átomo= indivisível). Não há certeza se a teoria foi concebida por Demócrito ou por seu mestre Leucipo, mas parece não haver dúvidas de ter sido Demócrito quem sistematizou a teoria atomista.
Importância: primeira definição de átomo.
Curiosidade: Demócrito também desenvolveu o conceito de universo infinito, onde existe um número infinito de mundos.

John Dalton: modelo da bola de bilhar (início do século XIX)
Dalton prova cientificamente a existência do átomo, ainda considerado a menor partícula esférica, maciça e indivisível formadora da matéria.
Importância: primeiro modelo atômico experimental.
Curiosidade: Dalton era daltônico. Tanto que foi o primeiro cientista a estudar o daltonismo, do qual ele mesmo sofria.

Joseph John Thomson: modelo do pudim de passas ou do bolo de ameixas (final do século XIX)
Descobriu partículas negativas, as quais deu o nome de elétrons, e da relaçāo entre a carga e a massa do elétron, antes do descobrimento do próton ou do nêutron. O átomo seria composto de elétrons embebidos uniformemente numa “sopa” de cargas positivas, como as passas num pudim.
Importância: primeiro modelo a derrubar a idéia de indivisibilidade do átomo.
Curiosidade: O alemão Eugene Goldstein foi o primeiro a detectar as cargas positivas, aproveitadas por Thomson em seu modelo.

Ernest Rutherford: modelo do sistema solar (início do séxulo XX)
O átomo teria um núcleo positivo, que seria muito pequeno em relação ao todo mas teria grande massa e, ao redor deste, os elétrons, que descreveriam órbitas circulares em altas velocidades, para não serem atraídos e caírem sobre o núcleo. A eletrosfera — local onde se situam os elétrons — seria cerca de dez mil vezes maior do que o núcleo atômico, e entre eles haveria um espaço vazio.
Importância: primeira divisão do átomo em regiões.
Curiosidade: O inglês James Chadwick provaria a existência do nêutron, o que lhe rendeu o Nobel da Física em 1934.

O dinamarquês Niels Bohr ainda complementaria os estudos de Rutherford propondo a divisão da eletrosfera em níveis e subníveis de energia. Assim, o elétron possuiria energia quantizada e não a perderia espontaneamente, devendo haver algum tipo de excitação para isso, o que o faria “pular” para um subnível mais externo, ou seja, mais distante do núcleo.

O conteúdo segue com os modelos quânticos de Broglie, Heisenberg e Schrödinger, números quânticos (principal, secundário, magnético e spin), princípio da exclusão de Pauli, regra de Hund, diagrama de Linus-Pauling e camada de valência.

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Carta a el-rei D. Manuel sobre o achamento do Brasil

4 Outubro · Deixe um comentário

Escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, Pero Vaz de Caminha redigiu a carta para o rei D. Manuel I para comunicar-lhe o descobrimento das novas terras. Datada de Porto Seguro, no dia 1 de Maio de 1500, foi levada a Lisboa por Gaspar de Lemos, comandante do navio de mantimentos da frota. É o primeiro documento escrito da história do Brasil sendo, portanto, considerado o marco inicial da obra literária no país.

A carta conservou-se inédita por mais de dois séculos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Foi descoberta em 1773 por José de Seabra da Silva, noticiada pelo historiador espanhol Juan Bautista Muñoz e publicada, pela primeira vez no Brasil, pelo padre Aires do Casal na sua Corografia Brasílica (1817).

Alguns trechos

… acudiram pela praia homens aos dois e aos três, de maneira que, quando o batel chegou à boca do rio, já lá estavam dezoito ou vinte. Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas.

A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa, nem lhes põe estorvo no falar, nem no comer e beber. Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta antes do que sobre-pente, de boa grandeza, rapados todavia por cima das orelhas.

Todavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. E também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal, como se lá também houvesse prata!

Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali. Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como espantados. Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora. Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram mais. Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora.

Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos (…). Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem!

Texto integral

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Debret e os escravos

4 Outubro · 10 Comentários

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