Meu Sonho (trecho)
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Meu Sonho (trecho)
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Eu
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sangüenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?
Cavaleiro, quem és? o remorso?
Do corcel te debruças no dorso.
E galopas do vale através.
Oh! da estrada acordando as poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?
Onde vais pelas trevas impuras,
Cavaleiro das armas escuras,
Macilento qual morto na tumba?
Tu escutas. Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?
Cavaleiro, quem és? – que mistério,
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?
O Fantasma
Sou o sonho da tua esperança,
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há de matar!.
Álvares de Azevedo e Fabiano Fontes (last.fm)
Agradecimentos: Andressa Andrade, do Vésper, que acaba de criar um blog, e Josimari Fabri.
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Ultimamente, os jovens tem assumido um perfil muito diferente do passado. Agora, é muito comum encontrar, pelas boates, crianças entre 14 e 16 anos embriagadas. No Brasil, jovens alcoolizados são responsáveis pela alta taxa de mortalidade em acidentes de transito.
Será que a diversão é tão importante que justifica arriscar a própria vida e a dos outros?
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Mais uma vez, quero agradecer a todos que acessam nosso site. Graças ao wordpress.com, nós tempos registro de todos que acessam e do IP dos mesmos. Lembrem-se, utilize o blog a favor de seu conhecimento e não contra você mesmo!
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Felipe B.
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Buenas, existe um site na internet chamado vendamais.com.br . Nele, você encontra artigos de diversos especialistas em empreendedorismo e economia que mandam seus artigos para ajudar pessoas de todo o país a controlarem suas empresas.
O Professor Beto Mansur (sociologia) já é lider de acessos e também ocupa o quarto lugar. Seu artigo,”Fixando o Foco na Empresa“, mostra saídas para melhorar o desempenho de sua empresa. Em “Inovação e Competitividade“, mostra caminhos para melhor o desempenho da empresa na competição por capital.
Para ler os dois artigos, clique nos links e, se possível, passe adiante!
Felipe B.
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Quando alguém tem alguma aversão a você, ele te evita. Quando alguém tem inveja, tenta te prejudicar. Mais uma vez, o Senhor Zé Nada veio até o blog para me ofender. Novamente, ele demonstra ser uma pessoa com pouca fibra e sérios problemas emocionais.
Meu caro, se o Senhor quer que eu tire satisfações com você, vai esperar sentado. Discutir com gente feito o senhor é um verdadeiro pé no saco. Prefiro uma lavagem estomacal.
Se eu não o agrado, que o senhor entenda que eu não dou a mínima. Se eu tenho meus problemas de pele, o problema é completamente meu. Se você acha que minha auto-estima depende do que o senhor fala, engana-se.
Espero que o senhor pare e pense um pouco no que o levou a ser tão fraco e infantil de pensar que este é o lugar para tirar satisfações ou lavar a roupa suja, que seja! Se você quer saber, quem tem que tirar satisfações é o senhor. E que o senhor seja racional (isso sim é ser homem) e venha tirar suas satisfações feito um ser humano e não um ogro!
P.S.: Querendo ou não, meu nome está sempre aqui em baixo. Qualquer um que não goste do que escrevo tem sempre meu nome.
Felipe B.
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O Edício Royal Garden, o maior de Maringá, 11º do estado e 32º do país, tem 140m de altura. A Torre Eiffel tem 324m de altura (com a antena). Para comparar, o Empire State Building de Nova York tem 381m, a Catedral de Maringá tem 124m (com a cruz), o Congresso Nacional, 100m, o Cristo Redentor, apenas 38m, e o Raul, 2,05m.
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O Excelentíssimo senador Eduardo Suplicy, durante sua defesa da manutenção da maioridade penal aos 18 anos, recita parte da música dos Racionais chamada “Homem na estrada”. A cena é um tanto ridícula, mas eu prefiro ficar neutro!
Para vocês rirem, digo, assistirem também, vou colocar o vídeo do dito cujo e o vídeo da música de onde sairam os versos!
Eduardo Suplicy
Racionais MCs – Homem na Estrada
Felipe B
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Considere a Rádio Nova Ingá, cuja frequência é 870 kHz. Sabendo que a velocidade das ondas de rádio é 3*10^8 m/s, calcule o comprimento de onda.
Gabarito: aproximadamente 345 m.
Gustavo
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Novo artigo do professor Raul em raulzermiani.blogspot.com
+
Artigo do professor Guerreiro em blogdoprofguerreiro.blogspot.com
Artigo do professor Beto em vendamais.com.br
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1. I. ” Como nasceu o rock’n’roll? Pela fusão de dois gêneros musicais (…), o rythm’n’blues (R&B) e country & western (C&W)”.
1. III. “Chuck Berry (…) é o artista mais completo da primeira geração do rock (…) podia não ser o vocalista mais dotado, mas era compositor, instrumentista”
2. III. Elvis morreu aos 42 anos em 16 de agosto de 1977 em Memphis, Tennessee. (“Memphis, Tennessee” é uma música do Chuck Berry).
3. I e II.

3. III. Bob Dylan tem hoje 66 anos. No ano passado lançou o disco “Modern Times”, sucesso de crítica, e segue fazendo shows — recentemente com Elvis… Costelo; Chuck Berry, à beira dos 81 anos, também continua na ativa. Segundo seu site oficial, fez três show só esse mês nos Estados Unidos e, no final do ano, sairá em turnê européia. [YouTube: "Johnny B. Goode". Chuck Berry ao vivo em Roma. 1º de maio de 2007]
4. II. “Filosofia – crença em um único Deus (Yaveh), profetas, anjos, livro sagrado, predestinação e no juízo final (…) O livro sagrado é o Torá”
4. III. “os judeus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião”
4. IV. “Moisés (…) recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai”
5. III. O Cristianismo teve rápida difusão (entre aproximadamente 70 e 90 d.C.) no Império Romano. “Bases — simplicidade, desapego a bens materiais, perdão e amor ao próximo;”
5. IV. O povo judeu não acredita que houve efetivamente um messias. O messias, para os cristãos, é Jesus Cristo; para os muçulmanos, é Maomé.
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Buenas, para os que perderam a aula de sociologia deste 27 de setembro, aqui está o resumo da matéria! Não precisa ficar preocupado porque é um Zé nada e perdeu a aula, nós te damos as respostas.
Islam
A palavra “Islam” significa simplesmente submissão a Deus, e “muçulmano” ou submisso é aquele que segue as leis do Islamismo. A revelação do Islamismo foi dada a Maomé, e este é reverenciado pelos muçulmanos como o maior dentre todos os profetas. De fato “Maomé” não é apenas um nome, mas um título que significa “O louvado” ou ainda “digno de louvor”.
Maomé
Acredita-se que Maomé nasceu no ano 570 d.C. em Meca, uma cidade da atual Arábia Saudita. Seu pai, que morreu antes do seu nascimento, era membro do clã Hashim da poderosa tribo Quraysh. A mãe de Maomé, Amina, morreu quando ele tinha apenas 06 anos. Ele foi morar então com o seu avô, que era o guardião da Ka’aba, templo nacional do povo árabe. Infelizmente, dois anos mais tarde seu avô também morreu, e desde a idade de 08 anos, Maomé passou a ser criado por seu tio, Abu Talib, que era um negociante junto às grandes rotas de comércio em camelos.
Passou grande parte da juventude num tempo de agitação econômica e descontentamento concernente a vasta diferença entre os ricos e os pobres. Historiadoes muçulmanos afirmam que mesmo quando menino, Maomé já detestava a adoração a ídolos, e que levava uma vida moralmente pura.
Maomé foi empregado por Khadija, uma viúva rica, para administrar a caravana mercante. Ficou conhecido como “Al-Amin”, o “Digno de Confiança”, e foi proeminente membro da associação mercante de Meca. Aos 25 anos casou-se com Khadija, com quem teve 6 filhos – todos mortos,exceto a filha caçula, Fátima. Maomé e Khadija foram casados durante 25 anos. Mais tarde depois da morte de Khadija, Maomé adotou a poligamia, casando-se com várias mulheres.
Aos 40 anos, ficou muito preocupado com a situação de seus compatriotas e gastou muito de seu tempo em meditação sobre assuntos religiosos. Durante sua vida Maomé conheceu muitos cristãos, sacerdotes e judeus. Muitas vezes buscou conselho de um monge jacobino que lhe ensinou vários aspectos dos costumes religiosos judaicos.
Durante o mês de Ramadan, que é o nono mês no calendário lunar muçulmano, Maomé retirava-se para uma caverna na encosta do Monte Hira, a aproximadamente 5 kilômetros de Meca. Foi durante uma destas ocasiões que ele começou a receber revelações e instruções que ele acreditava serem do arcanjo Gabriel. Estes escritos formam a base do Alcorão (do árabe “al-Quram” = “o recitativo” ou “o discurso”). Foi em Meca ele começou a ensinar a nova religião mas fugiu de lá para Medina em 622, quando soube que a tribo Quraysh planejava acabar com a sua vida. O calendário muçulmano inicia no dia desta fuga, conhecida como Hijra (hégira).
Nessa altura o Islam afirmou-se não só como religião, mas também como comunidade organizada. Muito embora o próprio Maomé afirmasse que o que ele pregava não era uma nova religião, mas a continuação da revelação que Deus tinha dado aos profetas do Antigo Testamento e a Jesus (que não considerava Filho de Deus, mas um grande profeta que devia ser obedecido). Maomé estabeleceu a constituição Medinense e instituiu o dogma da guerra santa. A idéia da “Jihad” surgiu quando Maomé se encontrava em Medina, depois da fuga de Meca. O profeta precisava de se defender dos habitantes de Meca e para isso precisava de organizar um exército, algo que exigia dinheiro. Mais tarde Maomé entrou triunfante em Meca. Destruiu os ídolos de pedra com excepção da “pedra negra”. Deu depois inicio à sua obra política. As tribos do deserto converteram-se ao credo de Alá unificando e consolidando o novo modelo de religião-estado.
Além do Alcorão, há o livro de Hadiths. O Hadiths compreende os ensinos de Maomé, e é tão importante quanto o Alcorão em todas as áreas da vida do muçulmano.
Maomé declarou que o Alcorão era a revelação final e superior do único e supremo Deus. Ele baniu a adoração aos ídolos e ensinou que a vida do muçulmano deve ser completamente submissa a Alá (Deus, em árabe), com abluções rituais antes das cinco vezes diárias de oração em direção a Meca. Sexta-feira foi o dia estabelecido para adoração coletiva na Mesquita, o templo muçulmano. Maomé morreu em 632 d.C. em Medina na Arábia Saudita, onde se encontram seus restos mortais.
Pilares do Islamismo
. Charrada – Significa professar a fé. Este é para os Muçulmanos, o mesmo que a sexta-feira santa dos cristãos. É comemorado todo dia 16 de julho.
. Oração cinco vezes ao dia – Todos os dias, os Muçulmanos oram a Alá cinco vezes. Como disse o professor Beto, ou você ora, ou você ora!
. Peregrinação a Meca – Ao menos uma vez na vida, os Muçulmanos devem visitar Meca do dia da peregrinação. O curioso é que para fazer a peregrinação, o fiel deve estar usando a mesma roupa que usará no túmulo!
.Mês do Ramadan – Todo nono mês do calendário islamico, os Muçulmanos devem fazer um jejum durante todo o dia. Após o Ramadan, eles tiram a barriga da miséria em um farto banquete!
Curiosidades:
- O calendário Islamico possui apenas 345 dias, sendo 29,5 dias por mês.
- Quando enterrado, os muçulmanos não tem as mãos cruzadas. É tradição ser enterrado sem caixão e com os braços esticados para baixo.
Felipe B.
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Bom, eu gostaria, antes de tudo, de agradecer a galera que está acessando nosso blog! Apesar de tudo, parece que alguem não entendeu para que serve este espaço. Hoje, 27 de setembro de 2007, eu tive a surpresa de encontrar na página da moderação uma mensagem nada educada de um completo imbecil que achou legal me ofender através do blog!
Ele é tão homem (tenho certeza que é homem), que não se identificou, apenas colocou um inteligente Zé Nada. Acho que, apesar de não ser esta sua intenção, ele se definiu muito bem. Alguem que utiliza um veículo para adquirir conhecimento para escrever qualquer frase ofensiva é um ninguém, um nada. A este energúmeno, não posso falar nada como eu gostaria, afinal, seria um pouco difícil para ele entender qualquer retalhação a sua imbecilidade. Então, deixo apenas o bom e velho VAI TOMAR NO MEIO DO TEU FUTURO!
Lembrando que, se você é um mal amado que não tem nem mesmo uma família com quem pode contar, não venha me amolar amigo. Quando você quiser chamar atenção, ou estiver com inveja de alguém que tem qualquer coisa que você não tenha (desde cérebro até amor próprio), pegue uma lâmina de barbear ou faca afiada e corte os pulsos. Você é mais útil como humus.
Dicionário para Zé Nada:
humus – adubo (no seu caso, esterco)
Felipe B.
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Palavras chaves ou itens fundamentais estão em negrito.
Os assuntos e suas aulas:
1. 10 de abril. Max Weber.
2. 30 de agosto. Rock’n'roll.
3. 13 de setembro. Judaísmo.
4. 20 de setembro. Cristianismo.
1. Max Weber.
1.1 Páginas escaneadas da primeira apostila: [1] [2] [3]
1.2 Questão da primeira prova de sociologia (5 de junho). Vale lembrar que pouco do conteúdo previsto para a avaliação foi cobrado e o mesmo pode acontecer amanhã: [link]
1.3 Trecho a apostila do plantão de véspera. 5 de julho: [link]
1.4 Palavras-chave: ATO SOCIAL, LITERATURA.
2. Rock’n'Roll.
O que provavelmente aparecerá na prova é a primeira fase do rock (anos 50), bem como suas raízes. Já fizemos dois posts sobre o tema. Deve ser o suficiente: [1] [2]
3. Judaísmo.
Filosofia – crença em um único Deus (Yaveh), profetas, anjos, livro sagrado, predestinação e no juízo final. Note a semelhança com o Cristianismo.
3.1 O livro sagrado é o Torá, também chamado de Pentateuco, composto pelos cinco primeiros livros do Antigo Testamento: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, nessa ordem. Contém os relatos sobre a criação do mundo, da origem da humanidade, do pacto de Deus com Abraão e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel e do Egito e sua peregrinação de quarenta anos até a terra prometida.
3.2 História do povo judeu
De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 a.C., Abraão recebeu uma sinal de Deus para abandonar o politeísmo e viver em Canaã (atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta, num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo judeu. Por volta de 1700 a.C., o povo judeu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficam peregrinando pelo deserto, até receber um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.
Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos: Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo. Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônica, após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica. No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os judeus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo judeu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.
4. Cristianismo.
Religião monoteísta baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré — considerado o Messias — tais como estes se encontram recolhidos nos Evangelhos, parte integrante do Novo Testamento.
Bases — simplicade, desapego a bens materiais, perdão e amor ao próximo;
Filosofia — crença em um único Deus, profetas, anjos, livro sagrado (a Bíblia), predestinação e no juízo final.
O professor atribui a rápida difusão do cristianismo entre as classes sociais mais inferiores do Império Romano ao dialeto grego koiné, provavelmente a língua original do Novo Testamento.
Importante lembrar:
Edito de Milão (313 d.C.) — Estabelecido pelo imperador Constantino, dava liberdade de culto aos cristãos.
Edito de Tessalônica (392 d.C.) — Reconhecimento do cristianismo como religião oficial do Império por Teodósio. (Nota: as datas divergem. O professor disse em aula que o ano é 392, enquanto a Wikipédia traz 391 e vários sites trazem 380)
[questão do Objetivo envolvendo os Editos]
O Deus dos judeus é o mesmo Deus dos cristãos.
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A liberdade é um cadáver em putrefação? Nos últimos dias da guerra, Mussolini tentou escapar do Exército Aliado em um comboio alemão que ia para os Alpes. Comunistas italianos acharam-no em Dongo, Lombardia, escondido na parte traseira de uma caminhão. Já preso, reencontrou sua mulher, Clara Petacci, na cidade de Mezzegra, onde eles e mais quinze fascistas seriam fuzilados no dia 28 de abril de 1945 — reza a lenda que as últimas palavras do ex-ditador foram “Atirem aqui (apontando o peito), não destruam meu perfil”. No dia seguinte, os corpos foram levados para Milão e expostos de cabeça para baixo em um posto da Esso na praça Loreto. As covas onde foram enterrados não tinham identificação, mas foram encontradas quase um ano depois, no domingo de Páscoa de 1946, por três neofascistas (foto, Mussolini é o da esqurda). O cadáver ainda passaria por muitos lugares até ser recuperado em agosto daquele ano. Mas apenas uma década depois os restos mortais do Duce seriam removidos ao local onde hoje se encontram: o mausóleu do Duce em Predappio, sua cidade-natal.
Gustavo
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Devido ao nosso amigo Rens, vou colocar aqui a história do tal do Rasputin. Claro que ele estava enganado ao associá-lo ao governo de Lênin, mas valeu a pena!
A trajetória de Grigori Yefimovich Novykhn tem início na década de 1860. Mas há muitas incertezas em relação ao seu nascimento. Especula-se que tenha sido em 23 de janeiro de 1864, na pequena aldeia de Pokrovskoe, Sibéria. Outras fontes afirmam que o ano de seu nascimento está entre 1869 e 1872.
Pobre e parcialmente alfabetizado, o jovem Grigori atravessou sua infância e adolescência na região natal. Provavelmente, ajudando ao pai camponês nas tarefas diárias, e divertindo-se com mulheres, vodka e envolvendo-se em brigas com vizinhos. Por este motivo, logo ganhou o apelido de Rasputinik (Rasputin – equivalente à Pervertido).
Por outro lado, sua terra natal era de religiosidade e misticismo muito intensos. Principalmente porque ali próximo estavam depositados, numa igreja, os restos mortais de São Simão. O jovem Rasputin cresceu influenciado por esta atmosfera. Conta-se que, em sua juventude, já dava alguns sinais de possuir uma percepção especial, ou capacidade de predizer fatos futuros. Certa vez, um político chamado Stolypin passava de carruagem por uma estrada. O jovem Rasputin, que passava ao lado, acenou e gritou ao viajante: “A morte é para você. A morte está se aproximando!”. Incrivelmente, no dia seguinte, o político foi ferido por balas e morreu dias depois.
Aos dezoito anos, Grigori Rasputin teve um encontro com o bispo de Barnaull. Em seguida, inesperadamente, passou a interessar-se por religião e decidiu viajar ao mosteiro de Verkhoture. Foi nesta viagem que entrou em contato com uma seita conhecida como Khlysty (Flagelantes), a qual pregava que o ato sexual era uma forma de obter a salvação espiritual. Sua passagem no mosteiro não foi longa, mas o fez entrar em contato com os preceitos e a disciplina religiosa.
Pouco tempo depois retorna à terra natal e casa-se com uma jovem chamada Praskovia Fyodorovna. Este matrimônio rendeu três filhos ao casal: Dimitri, Maria e Varvara, nascidos em 1897, 1898 e 1900, respectivamente (outras fontes especulam quatro filhos do casal). Porém, o casamento foi breve e Rasputin abandonou o lar. Quando conheceu um místico conhecido por Makaria, decidiu vagar pelo mundo. Em suas andanças, visitava preferencialmente, locais de peregrinação religiosa, como o Monte Athos, Grécia e Jerusalém. Paralelamente, ao longo de suas caminhadas, espalhavam-se as lendas de que aquele jovem possuía poderes especiais e era capaz de curar enfermos e prever o futuro. Mesmo que, em sua passagem pelo mosteiro de Verkhoture, não tenha recebido nenhum tipo de treinamento espiritual e tampouco tenha sido ordenado monge, muitas pessoas, desconhecendo seu passado conturbado, passaram a considerá-lo um sábio religioso.
Os habitantes das regiões por onde Rasputin passava, o procuravam em busca de suas bênçãos; em troca, ofereciam-lhe comida, roupas e dinheiro. Em pouco tempo, ganhou a condição de “homem santo” e sua fama disseminou-se nas aldeias da Europa Central. Rasputin contava que, um dia, arando as terras, recebeu uma revelação divina. Surgiu-lhe um anjo que entoou um canto místico e lhe atribuiu a missão espiritual de ajudar os necessitados.
De volta à terra natal, Rasputin é recebido pelo bispo Theophan e ganha notoriedade entre os religiosos da região; mas sua presença também gera desconforto em alguns. O Monge Iliodor era um de seus opositores. Conta-se que este monge, certa vez, enviou à casa de Rasputin, uma mulher para seduzi-lo e depois esfaqueá-lo. Rasputin foi esfaqueado mas sobreviveu.
O Bruxo dos czares
Em 1902, Rasputin desloca-se para a cidade de São Petersburgo e Kazan, onde agregou alguns discípulos e criou um grupo místico denominado Polite Society, baseado nos princípios da Khlysty. Sua imagem de camponês simples e sem ambição foi significativa para que conquistasse confiança e simpatia junto aos moradores da região. A influência que a Polite Society exercia e o poder de persuasão de Rasputin, amenizavam a fama que seu envolvimento com prostitutas e bebidas lhe atribuía.
Nesse mesmo momento, as autoridades clericais da Rússia procuravam por um líder que transitasse entre a alta classe da sociedade, a nobreza e as classes inferiores, e pudesse reunir todas sob a influência da Igreja. Rasputin trazia todas essas características. Mas sua fama junto aos czares teve início em 1905, quando Anya Vyrubova, amiga próxima da czarina Alexandra Fedorovna, entrou em coma após ferir-se gravemente quando o trem em que viajava descarrilou. Os médicos já haviam perdido a esperança de curá-la quando Rasputin foi chamado. O místico, ajoelhado ao lado da cama da vítima, segurou sua mão e chamou-a pelo nome. Assim continuou por horas seguidas; até que a vítima, de forma inexplicável, despertou. Rasputin, com as roupas umedecidas de suor, desmaiou exausto.
Totalmente recuperada, Anya narrava à czarina as proezas curativas do místico. Quando a doença de Tsarevich Alexei Romanov se agravava, Rasputin era imediatamente solicitado e ajoelhava-se ao lado do leito da criança, por várias horas se necessário, pronunciando em profusão uma espécie de oração em um idioma desconhecido e a saúde de Alexei era restabelecida.
Desse modo, o “bruxo” ganhou confiança e credibilidade entre os czares. Porém, Nicolas, sentindo-se desconfortável com a presença de um “monge devasso” em seu palácio e com o grau de intimidade que ele desfrutava com a czarina Alexandra, despachou o místico para a Sibéria. Por outro lado, a czarina, sensibilizada pela doença e pelo sofrimento do filho hemofílico nascido em 1904, passava a considerar a hipótese de recorrer novamente a Rasputin pela saúde da criança, caso fosse necessário.
Numa noite de outubro de 1912, Alexei sofria intensamente pela dor causada pela hemorragia hemofílica. Desesperada, a czarina enviou um telegrama solicitando o auxílio de Rasputin. O místico respondeu imediatamente, dizendo que Alexei não ia morrer e o sangramento ia cessar. Conta-se que, assim que o telegrama de Rasputin chegou às mãos da czarina, Alexei obteve uma melhora súbita. A czarina Alexandra atribuiu este fato aos poderes de Rasputin, passando a exigir sua presença constantemente no palácio, como se a saúde do herdeiro dependesse deste fato. Sensibilizado e agradecido, o czar Nicolas II não apenas aceitou a presença de Rasputin no palácio, como passou a respeita-lo como um “líder extra-oficial”, ou um sábio conselheiro do trono.
Desse modo, o “médico Rasputin” restabeleceu em si a confiança da alta cúpula russa e passou a atender também os cidadãos comuns que almejavam uma consulta, realizando “pequenos milagres” e promovendo algumas curas prodigiosas. Ao mesmo tempo em que Rasputin ganhava fama com as mulheres, principalmente da alta sociedade, conquistava também trânsito livre no palácio dos Romanov, como um chefe de estado ou um primeiro-ministro. Por outro lado, a inveja do príncipe Felix Yussupov e de outros líderes russos, crescia na mesma proporção que se desenvolvia a influência de Rasputin entre os Romanov.
O Bruxo e a Dinastia em declínio
Em setembro de 1915, quando as tropas russas estavam em desvantagem na I Guerra, Nicolas abandonou o trono temporariamente para liderar o exército. Rasputin já havia manifestado sua oposição com o fato da Rússia combater o império Austro-húngaro e alemão. A ausência do czar no palácio deu mais liberdade a Rasputin, que passou a influenciar ativamente nas decisões políticas do país.
Conta-se que certa vez, embriagado, Rasputin declarou na presença de muitas pessoas que era ele quem mandava na Rússia e que a czarina estava aos seus pés. Ainda, Alexandra Fedorovna não era de nacionalidade russa, e sim austríaca; sendo a Áustria uma das nações inimigas da Rússia. Isto levou a uma onda de suposições de que a czarina traía os ideais russos e sua aproximação com Rasputin, gerou também, boatos sobre uma suposta relação extra-conjugal da czarina.
Quando Nicolas retornou ao seu país, encontrou a população faminta e flagelada, a dinastia Romanov, seu trono e sua hombridade, sob contestação popular. Rasputin e Alexandra foram considerados pelo povo os maiores responsáveis por esta situação caótica. Aos olhos do povo, o místico era quem havia enfeitiçado e ludibriado os governantes visando apenas conforto social e poder político; a czarina era a traidora austríaca que levara ao declínio a nação que a acolheu.
Um paliativo para esta situação seria eliminar a presença de Rasputin, não apenas do palácio, mas de toda a Rússia. Desse modo, sem que Nicolas soubesse, foi engendrado pelos comandantes russos um meio de assassinar Rasputin. Participaram desta armação, o príncipe Felix Yussupov, um deputado de extrema-direita chamado Purishkevitch, o oficial Sukhotin, o médico Lazovert, e o grão-duque Dmitri, da própria família real.
O Assassinato
O plano consistia num convite do príncipe Felix Yussupov ao místico para que o visitasse em sua residência, sobre o canal do Mojka, um dos condutos que levava ao Rio Neva, em São Petersburgo. Nesta ocasião seria servido um jantar a Rasputin. Um dos argumentos era de que a esposa do príncipe, a bela Irene Alexandrovna, necessitava consultar-se com o sábio.
Atendendo ao convite, na noite de 16 de dezembro de 1916, Rasputin foi visitar Yussupov. O místico foi levado ao porão da mansão, onde lhe serviram o jantar, sob a alegação de que Irene logo iria vê-lo. Após uma série de brindes com vinho envenenado, o bruxo não suportou e caiu sobre um sofá e deslizou para o chão do aposento. Youssoupov, vendo Rasputin caído e supondo que estava morto, chamou os comparsas que aguardavam no andar de cima. Entretanto, mesmo após uma ingestão incrivelmente alta de veneno, o místico levantou-se do chão. Youssoupov disparou duas vezes contra Rasputin; Purishkevitch entrou no aposento e descarregou sua arma de fogo sobre o corpo do bruxo que ainda tentou estrangular o príncipe e fugir em seguida. Mas não suportou e sucumbiu. O corpo imóvel do bruxo foi amarrado e castrado; em seguida, jogado nas águas frias do Rio Neva, sendo encontrado três dias depois e enterrado. Em fevereiro do ano seguinte, o corpo foi exumado e queimado pela multidão. Dias depois, numa autópsia, o coração de Rasputin foi retirado e guardado na Academia Militar de Medicina. Em 1930, o coração sumiu misteriosamente.
Na ocasião de seu assassinato, o veneno não surtiu o efeito desejado, provavelmente, devido a uma cirrose que “filtrou” a substância e atenuou seu efeito no organismo. Na véspera do Natal de 1916, a czarina prestou-lhe uma homenagem fúnebre. Nos autos legais, o óbito foi citado como morte acidental.
Ainda, conta-se que Rasputin teria previsto sua morte e profetizado uma tragédia. Numa carta enviada ao czar, o bruxo dizia que se Nicolas ou algum de seus familiares tivesse a intenção de assassiná-lo, nem o czar nem ninguém de sua família viveria por mais de dois anos. O fato é que dezenove meses após a morte do místico, o czar e toda sua família foram executados por revolucionários bolchevistas.
Rasputin em um século
O homem chamado Grigori Yefimovich Novykhn, que assumiu, de forma irônica e desafiadora, o apelido pejorativo que lhe foi dado; foi um camponês que, sem cultura, poder político ou financeiro, alcançou um dos mais altos postos do governo russo.
Não é possível afirmar que realmente possuía “dons especiais” ou era apenas um hábil hipnotizador. Desde a data exata de seu nascimento, seu nível de instrução, ascensão e queda política, e até sua morte, são alvos de especulações. Mesmo se fosse um místico, ou um ser espiritualmente elevado, não deixou um tratado ou um livro referencial. Algumas fontes cogitam que Rasputin possuía um comportamento rude e pernicioso; mas era extremamente hábil em suas palavras e argumentos, fato que certamente foi um dos principais trunfos de sua vida.
Ainda, especula-se que chegou a conhecer pessoalmente o mago inglês Aleister Crowley (fundador da doutrina Thelema). Hipóteses menos confiáveis afirmam que o bruxo ainda vive e teria sido fotografado. Outro fato curioso é que o pênis de Rasputin, conservado em substâncias químicas, encontra-se exposto atualmente num museu erótico na cidade de São Petersburgo. Numa publicação recente, o livro “Rasputin: a última palavra”, do historiador russo Edvard Radzinski, desmente alguns mitos, mas reafirma que houve um caso amoroso com Alexandra.
De qualquer forma, toda sua biografia é repleta de lacunas que dão vazão à divagações de estudiosos e de meros curiosos. Mas, certamente, são essas incertezas que fazem de Rasputin um dos personagens mais intrigantes e misteriosos da história recente da humanidade.
Felipe B.
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Bom, queria aproveitar este espaço para fazer um apelo para a galera que tem vontade de fazer caridade! O Hemocentro de Maringá, assim como todos os outros do Brasil, está precisando de sangue. Para mostrar que doar sangue é uma coisa simples e indolor, vou mostrar o vídeo de um mineiro que mostra como é legal fazer caridade!
(dica do Guilherme)
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Algumas curiosidades para complementar o post anterior:
De onde vem o nome rock’n'roll?
Vem da gíria dos negros americanos do começo do século 20, que usavam a expressão para o ato sexual. O primeiro registro musicado dessa junção erótica dos verbos to rock (balançar) e to roll (rolar) está num blues gravado por Trixie Smith em 22: “My Daddy Rocks Me (With One Steady Roll)”, algo como Meu Papai Me Balança (Com Um Rolar Ritmado). Ela era comum nas letras de rythm’n'blues, febre dançante dos anos 40 que, ao quebrar a barreira racial e conquistar os adolescentes brancos, ganhou um novo nome: rock’n'roll. Quem a batizou foi o DJ Alan Freed, principal responsável por essa popularização por meio de um programa de rádio. Ele estreou em 51 com o nome The Moondog House (A Casa do Cão-da-Lua), mas um processo do músico Louis “Moondog” Hardin, cuja canção “Moondog Sympony” havia inspirado a alcunha, obrigou Freed a mudar o nome, em 54, para Rock’n'Roll Party (Festa do Rock’n'Roll). A expressão porém, já havia ganho um significado mais amplo, de ritmo sensual, dança agitada ou diversão em geral. Não era mais só sexo, sexo, sexo…
Como nasceu o rock’n'roll?
Pela fusão de dois gêneros musicais da década de 40, que, apesar de populares, ocupavam segmentos marginais do mercado americano, então dominado por big bands e cantores como Bring Crosby e Frank Sinatra. Esses dois gêneros, vivos ainda hoje, são o rythm’n'blues (R&B) e country & western (C&W). O primeiro tem raiz no blues, estilo de canção dos negros do sul dos EUA. O segundo vem do folclore dos britânicos que colonizaram a região e seus descendentes hillbillies (caipiras das montanhas). Desde o início do século 20, o intercâmbio entre músicos brancos e negros, a influência do swing e a acelerada modernização pop dessas tradições criou protótipos do rock’n'roll como boogie woogie e jumb blues (do lado R&B), honky tonk e hillbilly boogie (do lado C&W). Até culminar em Bill Haley e Elvis Presley, passou-se mais de meio século.
Por que Chuck Berry é idolatrado por gerações de rock’n'rollers?
Porque é o artista mais completo da primeira geração do rock — composta, na maioria, por cantores dependentes de compositores e músicos profissionais. Berry podia não ser o vocalista mais dotado, mas era compositor, instrumentista e showman. Seus riffs e solos de guitarra definiram o ABC da conversão do R&B em rock. Nas letras, criou um estilo humorístico único, cheio de historinhas e personagens, consagrando a típica poesia roqueira de celebrar prazeres adolescentes. E ainda lançou dois cartões de visita definitivos, “Rock And Roll Music” e “Roll Over Beethoven” explicando por que preferia o rock ao jazz e à música clássica. “Se fôssemos dar outro nome ao rock’n'roll, podia ser Chuck Berry”, disse John Lennon, que, à frente dos Beatles, regravou as duas canções e mais seis do ídolo. Nenhum outro autor teve tantas músicas recriadas por grandes nomes do rock — só os Rolling Stones gravaram 12 covers e a lista inclui Elvis, Bo Diddley, Buddy Holly, Jerry Lee Lewis, Beach Boys, Jimi Hendrix, Eric Clapton,
Carlos Santana, Doors, David Bowie, Ramones, Sex Pistols, AC/DC…
Em que o rock inovou a linguagem musical?
Em muito pouco, além da ênfase radical no ritmo e na potência sonora. Essa ênfase rítmica, porém, não passa de flagrante herança de sua raiz africana — os cantos de trabalho e de culto religioso que deram origem ao blues, pai do jazz e do rock’n'roll. O rock deve ao blues seu ritmo base: o compasso quatro-por-quatro temperado com um contratempo (acento em batidas normalmente fracas). Na harmonia e na métrica, o rock também deve tudo ao blues: cada estrofe compõe um bloco de 12 compassos, usando apenas os três acordes básicos, os de primeiro, quarto e quinto graus. Tanto no blues quanto no rock, esses acordes costumam ser tocados juntos com uma nota chamada sétima bemolizada. Por fim, o rock’n'roll também usa e abusa de outro ingrediente essencial do blues: um tipo de fraseado chamado riff, repetido do começo ao fim da canção, dando a ela o efeito hipnótico e ultradançante.
Como surgiu a formação básica guitarra, baixo e bateria?
Em suas primeiras gravações em junho de 54, Elvis Presley — por escolha de seu descobridor, Sam Phillips — só tinha dois músicos: o guitarrista Scotty Moore e o baixista Bill Black. Foi assim que o trio, batizado Elvis and the Blue Moon Boys, passou a se apresentar no circuito country. Em outubro daquele ano, porém, ao tocar no programa de rádio Louisiana Hayride, eles foram acompanhados pelo baterista D.J. Fontana — músico cativo do show. O resultado agradou tanto que Fontana passou a ser chamado para tocar com os Blue Moon Boys, até ser incorporado definitivamente ao grupo, em agosto de 55.
fonte: Coleção 100 Respostas Mundo Estranho vol. 4: Rock
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